ESPECIAL: Pornografia e sua pluralidade

Mais do que sexo, ela forma discursos políticos e fala sobre identidade

Luana Brigo

O mundo da pornografia apresenta diferentes vozes. (Crédito: Luana Brigo)

A pornografia apresenta diversos estilos e diferentes vozes no modo como é elaborada. (Crédito: Luana Brigo)

Tratar de pornografia continua sendo algo relativamente difícil, mesmo hoje em dia com a maior liberdade sexual e naturalidade com que determinados assuntos vem sendo trabalhados. Porém a pornografia permanece entre os temas que poucos falam abertamente, muitas vezes por vergonha e pelo fato dela estar ligada a intimidade e até as preferências sexuais. Assim a pornografia é consumida majoritariamente por meio do anonimato, seja folheando uma revista na segurança do seu quarto ou navegando em sites específicos como Redtube ou PornHub. Ademais é preciso entender que a pornografia vai além de simplesmente o ato sexual em si, ela traz consigo influência na sexualidade e até na luta política de algumas feministas.

Segundo a psicóloga Maria Eduarda Ramos, a sexualidade é construída socialmente por diversos discursos, inclusive os de pudor, morais, religiosos, políticos, científicos, entre outros. “Parto da ideia de que a pornografia seria uma ferramenta política que cria (e reforça discursos também) corpos, sexualidades, práticas sexuais, desejos, prazeres, padrões de beleza, normalidades, categorizações, hierarquização de gênero, por exemplo”, afirma Ramos.

A questão da sexualidade ainda se encontra fortemente ligada a moralidade, como explica a doutoranda em sociologia Carolina Ribeiro. “Hoje, regidos por uma moral cristã ocidental, falamos muito de sexo para controlá-lo, como já dizia Michel Foucault, mas é difícil falarmos sobre sexo de maneira aberta, pois nos encontramos, muitas vezes, atropelados pelas moralidades que controlam nossos discursos”, diz Ribeiro. No início de sua pesquisa em pornografia, Ribeiro conta que as reações variavam de extremo interesse e confissões de desejos sexuais a imenso prazer e, algumas vezes, até mesmo desdém pela temática. “Não é fácil abordar esses temas, pois estamos lidando com um foro muito profundo dos sujeitos, mas é importante que consigamos trazer as reflexões necessárias para sexualidades mais livres, para vivermos nossos desejos fora do armário e refletindo sobre eles”, completa Ribeiro.

O fato da pornografia esbarrar em questões morais se deve justamente por que a própria sexualidade passa por essas mesmas questões, sendo considerada um assunto tabu. A pornografia faz parte da criação dos discursos e aparece desde o final do século XVIII e início do século XIX através de representações explícitas de orgãos e práticas sexuais a fim de estimular sensações. “Essas representações sempre existiram, porém tendo conotações diferentes conforme a época e a cultura onde aparecem”, explica Ramos. Atualmente tais representações ganharam um caráter de cultura de massa, tendo o auxílio de técnicas de reprodução tais quais a litografia, cinema e fotografia.

Uma das formas mais comuns de consumir pornografia é por meio da internet (Crédito: free images)

Uma das formas mais comuns de consumir pornografia é por meio da internet (Crédito: Free Images)

O sexo transformou-se em uma mercadoria de grande valor simbólico e econômico, sendo comercializado nos mais diferentes formatos: pornografia, prostituição, revistas especializadas e histórias em quadrinhos pornô. Ao mesmo tempo em que ele está muito mais presente no nosso dia a dia, parece que a sociedade está ainda mais conservadora, como aponta a jornalista e idealizadora do projeto Pornografismo, Karoline Lopes. “É difícil encontrar famílias que abordam o assunto abertamente com os filhos e na escola o ensino é pautado apenas na biologia. Somos ensinados que homens têm pênis e mulheres têm vagina e se não utilizarmos métodos contraceptivos, engravidaremos ou teremos algum tipo de DST. Ou seja, é uma educação pautada no medo”, afirma Lopes. A jornalista também acrescenta o fato dos jovens se informarem livremente sobre o assunto na internet. Para ela sem a conversa com os pais, a orientação educacional correta, o perigo do jovem entrar em um site de filmes pornô e tomar aquilo como verdade é grande.

Quando pensada na forma de discurso a pornografia também tem capacidade de alterar o modo como as pessoas encaram sua própria sexualidade, criando e reforçando padrões sexuais e de corpos, por exemplo. Para Ramos, a pornografia é uma ferramenta “pedagógica” sobre a sexualidade. “Lembro de ver uma cena de um pornô em que a personagem ia ao banheiro de um bar para se masturbar com um vibrador, mas ela não chega ao orgasmo, isso não é importante para esse tipo de filme”.

Segundo a psicóloga, se aprendemos nossa sexualidade por ali, homens e mulheres não terão como foco o orgasmo feminino, mas sim o masculino. “Não que eu ache que o sexo deve terminar em orgasmo sempre, não é isso. Mas quero dar um exemplo de como o roteiro do pornô é uma aprendizagem de um tipo de roteiro sexual”, esclarece a psicóloga. Já Carolina Ribeiro não vê, contudo, só a pornografia como parte desse processo. “A pornografia nos liberta do que quer que seja, justamente por ser uns dos instrumentos de formatação e prescrição, com espaços possíveis de transgressão. Acredito que são necessárias as mais diversas frentes de reflexão e desconstrução para conseguirmos mudar as coisas que não nos representam ou não nos agradam”, completa Ribeiro.

Além da sua influência na sexualidade de homens e mulheres, a pornografia apresenta um importante papel político e social. Carolina Ribeiro acredita em tais potenciais, mas não vê a pornografia algo neutro. Ela relaciona a pornografia às mídias em geral: meios prescritivos e normativos, que propõem e expõem formas de viver e enxergar as coisas. “Mesmo sendo assim, o potencial do qual me refiro está na possibilidade de transgredir as prescrições tão conhecidas através de novas representações”.

Consumo da pornografia

O que se pode notar é que ainda há mulheres sentindo dificuldade de se enxergar como consumidoras de produtos da indústria pornográfica. Ramos indica que há certa resistência em relação aos filmes ou imagens pornográficas e, quanto aos produtos eróticos, 70% das pessoas que os consomem são mulheres, segundo dados da ABEME (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual). “Esse mercado erótico tem consumo de produtos diferentes entre homens e mulheres. As mulheres sempre são associadas em suas sexualidades ao romântico, ao ‘belo’ (ao contrário do grotesco), ao limpo (à pornografia muitas vezes é associada ao sujo), ao erótico”, comenta Maria Eduarda Ramos. De acordo com a psicóloga algumas diretoras de pornografias feministas ainda seguem essa ideia, como por exemplo, pornografia com cenários e figurinos “de bom gosto”. Essas questões mudam um pouco conforme as camadas sociais diferentes.

A problemática a respeito da pornografia e sexualidade veem de longa data, desde o século XVIII, quando muitas invenções passaram a circular no ocidente, inclusive as relacionadas à divisão sexual. “O entendimento do corpo humano como tendo dois órgãos sexuais distintos acabou criando discursos sobre a sexualidade das mulheres como menos que os homens. Eram discursos políticos ligando mulheres ao espaço privado, discursos religiosos, entre muitos outros”, explica Ramos. Apesar de mudanças pelas quais a sociedade atravessou, como a discussão acerca da liberdade sexual na década de 1970, os antigos discursos continuam presentes. Os discursos da diferença entre homens e mulheres são alimentados de várias formas como quando se assiste aos programas adolescentes, que ainda trabalham a questão da virgindade feminina como tabu, ou sobre a primeira vez das meninas ter que ser mais refletida que a dos meninos.

Para as pessoas menos preocupadas com o anonimato, há também sexy shop’s. (Crédito: Free Images)

Para as pessoas menos preocupadas com o anonimato, há também sexy shop’s. (Crédito: Free Images)

É possível notar outros exemplos dessa divisão em algumas revistas femininas, em especial nos dizeres: “transar ou não no primeiro encontro?”. A própria ideia de alguns grupos da pornografia para mulheres que afirmam: faça amor, não faça pornô, já traz a noção de romance para mulheres e de sexo e pornografia para homens. “É como se vários discursos fossem compondo essa ideia das mulheres como não consumidoras de pornografia e quanto mais se fala e escreve sobre isso, mais se reforça a ideia. Por essas e por muitas outras questões ainda as mulheres não são vistas como consumidoras de pornografias ‘masturbatórias’”, afirma Ramos.

Uma pesquisa realizada por dois grandes sites de pornografia, Pornhub e Redtube, apontou em seus dados que as mulheres brasileiras como um grande público consumidor de pornografia. A pesquisa afirma que o Brasil e as Filipinas estão em primeiro lugar na lista de consumo de conteúdo erótico pelo público feminino. Os temas mais procurados pelas mulheres são pornografia lésbica, squirting (ejaculação feminina), sexo a três e pornografia gay. Logo se percebe que elas tem acessado esse conteúdo voltado para um olhar masculino sim, mas de uma forma diferente, buscando outras categorias.

“O que acho que acontece é um silêncio em termos de debatermos o acesso a pornografia. A quebra do silêncio tem acontecido e o assunto tem vindo à tona graças, acredito eu, justamente, ao debate colocado pelo potencial de pornografias diferenciais, pornografias que falem de outras formas sobre sexo, que retratem outras formas e que até abarquem um nicho de mercado pouco explorado”, explica Ribeiro. Segundo ela, há um nicho de mulheres que sempre se sentiu sub representada e que talvez, com os novos tipos de filmagem, fotografia, atuações encontrem novas formas de falar, lidar e até mesmo de desejar. Contudo, seria errôneo afirmar que a pornografia afeta toda e qualquer mulher da mesma maneira, pois o desejo é algo plural e dificilmente pode ser generalizado.

O gênero da pornografia e a mulher no mainstream

É importante notar que a divisão entre pornografia para homens e mulheres não se dá de forma tão binária. Os filmes, por exemplo, são feitos a partir de diversos olhares, não de premissas biológicas do corpo. “É significativo pautar essas questões de olhares construídos para não biologizarmos o desejo e o prazer, dividindo em duas categorias separadas, como pode acontecer quando pensamos em algo para homens ou para mulheres”, conta Ribeiro. Para ela quando se pensa em olhares há sim uma diferença.

Os filmes pornográficos mainstream ou convencionais são direcionados a um olhar masculino, porém isso não significa que as mulheres não os acessem, pelo contrário, elas também assistem a esses filmes. Embora eles sejam construídos para um tipo de olhar específico, isso não impede o acesso por parte das mais diversas pessoas. “Esses filmes aos quais me refiro, mainstream heterossexuais, têm como marca roteiros previsíveis, como: breve sexo oral feito na mulher, intenso sexo oral feito no homem, penetração vaginal com enfoque próximo e penetração anal” explica Carolina Ribeiro. Outros tipos de pornô, também mainstream caem na categoria fetiche e tem sua filmagem de forma pouco diferenciada, mas não são vendidos como “padrão” ou “convencional”, ou seja, não é para o acesso de todos, embora qualquer um possa acessar, são filmes vendidos como exceções, diferença e novidades.

A pornografia mainstream é voltada mais para o público masculino e apresenta alguns estereótipos femininos. (Crédito: Pixabay)

A pornografia mainstream é voltada mais para o público masculino e apresenta alguns estereótipos femininos. (Crédito: Pixabay)

De acordo com a cineasta, Camila Macedo, é provável que haja algumas diferenças entre a pornografia “para mulheres” e “para homens”, contudo ela aponta para uma similaridade problemática. “Assinalar que um filme é para mulheres ou para homens pressupõe uma essencialização do que é uma mulher ou um homem, do que deve ser desejável para uma mulher e do que deve ser desejável para um homem”. Desse modo se iniciam questionamentos como: que experiências são excluídas da categoria ‘mulheres’ nos ditos ‘filmes pornográficos para mulheres’. A cineasta declara que seu posicionamento diante da pornografia e figura da mulher está mais aliado a uma reflexão feminista pró-sexo. Para ela a pornografia mainstream heterossexual se preocupa pouco em retratar as mulheres como parte integrante das cenas, o que acaba por denotar sexismo a esse tipo de produção. “Acredito que sempre é importante também levarmos em consideração a questão do consenso, que embora sempre gere polêmica, nos ajuda a compreender melhor a ideia de que as pessoas podem expor e fazer com os seus corpos o que seu desejo e suas vontades permitirem, indiferente de como consideramos as mulheres atrizes”, explica Macedo.

A retratação da mulher dentro da pornografia mainstream já é alvo de discussão entre as feministas desde os anos 1970 e 1980, durante a “Sex War” nos EUA, na qual as feministas reivindicaram leis anti-pornografia, argumentando que esta era a causa da violência contra as mulheres. Outro ponto é que algumas feministas contra-atacavam tais discursos e apoiavam alternativas sexuais que implicavam na defesa do prazer. “A pornografia mainstream é uma representação e construção de práticas sexuais, que faz parte do mercado do sexo e passa por signos que norteiam a venda do produto, por exemplo, direcionar para um público masculino. Mesmo com práticas ou roteiros sexuais um pouco diferentes dos comuns, ainda sim, se reproduzem as relações de gênero, portanto, preconceitos, sexismo, machismo estão presentes em imagens pornográficas”, esclarece Ramos.

A psicóloga Ramos conta que algumas críticas às pornografias hegemônicas são de que não há ênfase no prazer feminino, ou seja, existem padrões de beleza que excluem as mulheres e posições sexuais que favorecem e focam mais uma região do corpo ou ato sexual do que o prazer em si. “Não acho que a pornografia seja a grande responsável pelas relações hierárquicas de gênero, mas sim, penso que ela reproduz e cria relações hierárquicas de gênero, padrões de sexualidade, corpos belos, formato para relações sexuais, assim contribuindo de alguma forma”, diz Ramos. Quando se fala a respeito das mulheres representadas na pornografia, quase sempre se vai para o lado da objetivação do corpo destas. Porém, esquecem-se de que a agência dessas atrizes pornôs é responsável pelas cenas. Sendo que por agência entende-se a ação diante de situações de subordinação.

Feminismo + Pornografia = ?

Carolina Ribeiro acredita que todas as tentativas de ampliar as visões da sexualidade são válidas. Um exemplo disso é a pornografia feminista, que tem demonstrado ocupar um nicho de mercado e representação do antes era nada ou sub produzido. Atualmente, diretoras como Erika Lust, Petra Joy e Tristan Taormino realizam produções tentando diversificar o mercado pornográfico, porém a socióloga alerta quanto a essa questão. “A pornografia feminista é muito plural e essas mulheres que ficaram mais famosas tem um tipo de filmagem similar entre elas, muito ligado a uma estética branca e com recorte de classe social bem claro. Isso não coloca em cheque essas produções, mas precisamos entender que a pornografia mainstream feminista também pode ser criticada”, explica Ribeiro. Assim, por meio de uma reflexão crítica é possível ampliar e viabilizar novas propostas.

Na visão da cineasta Macedo, figuras como a de Erika Lust são mais importantes por promoverem um deslocamento “atrás das câmeras”, ou seja, representam uma mulher que ocupa esse espaço de criação e de realização, e que ainda é comprometida com um pornô sem abusos e violência, porém Macedo não se mostra convencida de que o conteúdo produzido resolva todos os problemas relacionados à cadeia sexo-gênero-desejo que pode ser encontrada na indústria pornográfica. “Acho que, em boa parte dos pornôs ditos feministas, ainda se recorre a estereótipos bem normativos sobre o feminino e o masculino, por exemplo,  a ideia de que as mulheres precisam de maior contextualização antes dos atos sexuais, ou de que o pornô para o público feminino tem de ter maior cuidado com questões técnicas como a fotografia”, conta a cineasta.

A pornografia também tem sua importância política, sendo assim é necessário se fazer uma reflexão acerca de suas representações. Uma vez política, a pornografia também pode ser considerada uma ferramenta da luta feminista. De acordo com Ramos, é importante se pensar por qual feminismo lutar. “Com as redes sociais, a internet, a pornografia se tornou muito mais acessível, assim, criando mais realidades. Hoje cada um com um celular pode fazer seu próprio vídeo e, se quiser, postá-lo na internet. Somos consumidores e produtores também, é preciso pensar e discutir criticamente sobre isso, sem perder o prazer, diversão e gozo”, afirma Ramos.

Na pornografia feminista há formas mais reais de representar a mulher além de lábios vermelhos e grandes seios. (Crédito: Free Images)

Na pornografia feminista há formas diferentes de representação da mulher. (Crédito: Free Images)

Mudanças necessárias?

Determinadas concepções estabelecidas na indústria pornográfica e até mesmo a objetivação da mulher podem levantar questionamentos quanto à necessidade de mudanças nesse meio, visando à proteção e valorização da imagem da mulher. Porém Maria Eduarda Ramos pensa em uma expansão, a fim de fazer com que outras representações circulem na pornografia, principalmente em imagens. “Em minha tese mapeei algumas das estratégias políticas feministas de produções audiovisuais pornográficas que pudessem trazer outras sexualidades, prazeres, desejos, corpos, diferentes dos que aparecem na pornografia mainstream hegemônica, quase sempre dirigida ao público masculino”, explica Ramos. Dessa forma ela fala em expansão, não mudança, pois há pessoas que gostam da pornografia hegemônica, inclusive mulheres. O que deve ser questionado, segundo Ramos,  é o fato de ela ser hegemônica e criar padrões.

A psicóloga afirma que não há um “desejo das mulheres”, ou seja, uma forma de excitação, o que existe são singularidades e diversidade. Falar sobre pornografia para as mulheres não deveria invalidar as que gostam de pornografia mainstream, que são voltadas para um público masculino. “Um ponto positivo das pornografias para mulheres é incluir roteiros no cenário da pornografia que podem excitar pessoas. É preciso refletir criticamente sobre isso, ter outro roteiro não deveria especificar quem deve excitar e como deve. É importante ter outros roteiros diferentes aos pornôs hegemônicos; mas por outro lado, criou-se com alguns filmes feministas (os filmes de Erika Lust, são exemplo) um roteiro para mulheres, brancas, de camadas médias/abastadas, heterossexuais, sexo limpinho e glamouroso, reforçando estereótipo de gênero”, esclarece Ramos.

A palavra pornografia em si já carrega um peso forte, ela pode ser facilmente ligada à degradação feminina e considerada como uma forma de retratação errônea dos desejos sexuais femininos. Por tais motivos, algumas mulheres lutam por uma diferente e mais real presença feminina em filmes pornográficos, como o caso da diretora e produtora, Erika Lust. Apesar das representantes desta nova forma de pornografia não estarem erradas em suas reivindicações e críticas, é preciso justamente ter cautela ao classificar a pornografia através de gêneros, como sendo masculina e feminina, uma vez que nada impede que mulheres sintam prazer na pornografia mainstream. É provável que a pornografia seja considerada como um tabu por um tempo indeterminado, contudo não se pode diminuir sua importância para a construção de diversos discursos.

Saiba Mais

– O site de pornografia Pornhub liberou alguns dados acerca das preferências masculinas e femininas, confira os resultados na matéria What Woman Want (O que as mulheres querem) do PornHub.

– Confira o vídeo It’s time for porn to change (Está na hora da pornografia mudar), de Erika Lust.

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