Desvendando: entomofobia

Insetos podem desencadear horror irracional, gerando estresse e ansiedade agudos

Beatriz Milanez

No dicionário, fobia consta como medo exagerado ou aversão a objetos, animais, atividades ou situações que representem – ou não – perigo real. Ao entrar em contato com algumas das causas de determinada fobia, a pessoa se vê em um estado de ansiedade extrema, podendo, muitas vezes, desenvolver crises de pânico.

A princípio, medo e ansiedade são sentimentos necessários – e normais – para a sobrevivência humana. Antigamente, eram eles que mantinham os ancestrais humanos em estados de alerta, para que assim eles pudessem se proteger de perigo. Hoje, não é diferente. No entanto, há casos em que o nível de temor e de tensão chega ao limite, causando prejuízos ao indivíduo a ponto de paralisá-lo. Isso pode levar a uma sensação intensa de inquietude, de estar envolvido em um grande dilema ou perigo iminente. Essa preocupação, que até então poderia ser natural, torna-se nociva, dando posteriormente lugar a fobia.

É sabido, atualmente, que são vários os tipos de medos existentes. Um deles – talvez pouco conhecido – é a entomofobia, que significa pavor excessivo, anormal  a insetos. Em alguns casos, essa fobia tão relativa pode incluir até mesmo os vermes.

Um pequeno inseto pode vir a ser um grande transtorno para quem sofre com a entomofobia. (Imagem: pixabay)

Um pequeno inseto pode vir a ser um grande transtorno para quem sofre com a entomofobia. (Foto: pixabay)

Por que isso acontece?

A tendência é que tais fobias se desenvolvam desde a infância. As causas geralmente advêm de fatores externos, isto é, de vivências ou experiências que o indivíduo enfrenta como estresse e traumas. Pode haver também um estímulo à cópia de modelos comportamentais (pais, avós, irmãos): a criança, ao observar o adulto apresentando sentimento de medo excessivo em relação a algo, pode subentender que o perigo é real e que também deve se proteger. Então, ela o faz na mesma intensidade do adulto.

Quanto ao aspecto psicólogo, a neuropsicóloga, Carina Medina, explica que “este medo intenso é resposta do pensamento do indivíduo, que, ao visualizar o inseto, vê neste algo perigoso, de modo que acaba enviando para o sistema nervoso central autônomo um sinal de alerta”.

Segundo pesquisas, filhos de pais fóbicos têm 15% de chances de perpetuar o padrão comportamental familiar, na fase adulta. (Imagem: pixabay)

Segundo pesquisas, filhos de pais fóbicos têm 15% de chances de perpetuar o padrão comportamental familiar, na fase adulta. (Foto: pixabay)

Os sintomas

Como qualquer outro tipo de tensão, a entomofobia, por conta da ansiedade, é refletida fisicamente. Para saber se a pessoa já atingiu o nível extremo de medo, é preciso prestar atenção aos indícios e saber identificá-los. Medina esclarece quais são os sintomas mais comuns. “No indivíduo, é desencadeado um quadro emocional ansioso, que culmina em reações comportamentais e fisiológicas diversas, como sudorese excessiva, aceleração cardíaca, sensação de boca seca, picos de frio e calor, tremor em algum membro corporal, aumento da frequência respiratória, aperto no peito, dormência, sensação de desmaio (em alguns casos) e desequilíbrio no funcionamento intestinal e digestivo”.

O tratamento

Normalmente, a pessoa começa a sentir certo incômodo com as reações fisiológicas que aparecem. A partir daí, muitas acabam buscando apoio profissional, que é o recomendado. O tratamento basicamente é feito por  meio de psicoterapia. Dependendo do nível da intensidade do padrão ansioso, em alguns casos, o paciente é encaminhado para avaliação médica e então, pode ou não fazer o uso de medicamentos. Entretanto, o principal tratamento é o terapêutico verbal, uma vez que é preciso restabelecer os padrões de pensamentos, desmitificar crenças irracionais. Há também métodos que envolvem o uso de terapias alternativas, a exemplo da hipnose, que tem apresentado resultados eficazes dentro do campo científico.

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