RESPEITÁVEL PÚBLICO: ESTÁ ABERTA A NOVA CASA DO CIRCO DE BAURU!

Com a temática ‘Cabaret’, inauguração da nova Casa do Circo apresenta um espetáculo de artes circenses, cênicas e musicais

Danilo Lysei

No sábado (21), a Casa do Circo de Bauru promoveu sua inauguração. Em forma de Cabaret, a noite de apresentações trouxe atrações circenses e teatrais de alunos, professores e convidados, além do show de encerramento da Banda Tom Azul. A inauguração ocorreu no novo espaço da Casa do Circo, localizada no centro de Bauru, próxima a Av. Duque de Caxias, uma das principais de Bauru. O evento atraiu cerca de cem pessoas, com um público bem diversificado, de todas as idades.

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O público pôde adquirir o ingresso, no valor de R$ 10, na própria academia (Foto: Danilo Lysei)

A escolha do tema ‘Cabaret’ envolveu a construção de um misto de apresentações de várias modalidades circenses como: tecidos, lira, trapézio, acrobacias de solo, arame de equilíbrio e bambolê. Além de mostras  experimentais de argola, dança, tecido em andaime e teatro. O público também pôde apreciar os serviços da Cantina da Casa, que trouxe opções de comes e bebes durante o intervalo do show.

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A companhia Casa do Circo funciona como um lugar de propagação cultural, assistência e experimentação circenses (Foto: Heitor Bonfim)

Gustavo Rosa, 22 anos, presente na inauguração, coloca o evento como uma espaço de união e alegria que permite o público a se aproximar desses tipos de atrações. “Gosto de arte, não pratico, porém gostei da ideia de aliar a parte musical com o cênico”. Gustavo pontua a inauguração dessa nova Casa do Circo como uma forma de levar energia para as pessoas. “A importância desse evento é até maior do que Bauru, pelo fato de as pessoas hoje em dia estarem mais distantes desse tipo de cultura”, comenta.

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Ampla e bem distribuída, a nova Casa do Circo conta com uma estrutura direcionada a modalidades de tecido, de solo e de trapézio (Foto: Nathalie Caroni)

A Casa

Surgida em janeiro de 2014, a Casa do Circo procura firmar um espaço voltado para as atividades circenses na cidade, através do estudo, ensino e criação. A academia mantém vínculo à Casa de Cultura Celina Neves e ao espaço Protótipo, ambas companhias de teatro bauruense engajadas no ensinamento e no apoio às artes cênicas em Bauru. Com a ideia inicial de ensino e pesquisa, a companhia passou a servir também de espaço para apresentações públicas.

A academia é administrada por Tatiana Santiago e Caio Ribeiro, ambos proprietários da Casa do Circo. Ela trabalha há aproximadamente cinco anos em Bauru, onde começou ministrando aulas de artes circenses em outras academias da cidade. Juntos, coordenam horários de aula e de ensaio, planejam eventos com a ajuda de bolsistas, professores e alunos em geral e também constroem novas dinâmicas de apresentações circenses. Aberta ao público interessado, as aulas na Casa do Circo funcionam através de mensalidades.

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A apresentação em ‘Cabaret’ foi a primeira na nova casa da companhia, que conduz frequentemente outros eventos de circo (Foto: Heitor Bonfim)

A Casa do Circo oferece diversas outras modalidades como: yoga, pilates, circo para crianças, dentre outras. Contando com dez professores distribuídos a atender um público de cerca de cem alunos, a academia se identifica como uma casa de circo moderna, pelo fato de não ser de uma família tradicional e sim por interação entre alunos e professores. Além da apresentação inaugural, a academia planeja outros eventos cênicos e musicais, afim de trabalhar em cima de espetáculos mais específicos.

História do Circo

Para chegar ao que conhecemos hoje como circo, é preciso compreender que o tal picadeiro passou por muitas modificações até se consolidar. Com pequenas manifestações já na Antiguidade, as primeiras aparições circenses eram organizadas pelas autoridades da época, como em Roma, onde os plebeus se reuniam para assistir às atrações dos imperadores. E conforme as épocas da História, as atrações que hoje se conhece foram tomando forma e conteúdo.

O primeiro a estruturar o circo como um show de modalidades diversas assistido por um público pagante foi o inglês Philip Astley, em 1768. Devido ao crescimento das cidades e das populações, houve a possiblidade de atrair um número alto de expectadores para os espetáculos. Philip criou um espaço para um número de acrobacias com cavalos acompanhada com um tocador de tambor. Pelo sucesso, passou a se apresentar em Paris.

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No século XIX, o primeiro circo atravessou o oceano Atlântico e chegou aos Estados Unidos com o equilibrista britânico Thomas Taplin Cooke, onde disseminou as artes circenses (Foto: Danilo Lysei)

O desenvolvimento da tecnologia nos séculos posteriores contribuiu para o aumento dos espetáculos circenses e as constantes mudanças de cidades em cidades estimularam o deslocamento frequente dos grupos de circos e espetáculos. Contudo, no século XX, na Europa, as conturbações referente às guerras mundiais e o surgimento de veículos de comunicação como o rádio e a televisão impuseram dificuldades e concorrências às artes circenses.

Mesmo com o advento das novas tecnologias, o circo ainda preserva a atenção de multidões devido ao contato direto e presencial do público com produções cênicas. Criando sempre novos números, reinventando outros e revivendo tradições, os espaços de circo espalhados pelo mundo continuam incentivando a criatividade artística do homem.

Serviço

Casa do Circo
Rua Azarias Leite 17-48
Telefone: (14) 3204-7158 / (14) 9 9677-7220

 

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