Escolas públicas de Bauru enfrentam falta de alunos

Após  fim da greve dos professores, 29 escolas da cidade precisaram repor  aulas

Amanda Casagrande

 Entre os meses de março a junho desse ano, professores da rede pública estadual entraram em greve. Em Bauru, as reivindicações foram principalmente a restituição das perdas salariais e o cumprimento da Meta 17 do Plano Nacional de Educação.

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A ausência dos alunos nas aulas de reposição é motivo de preocupação nas escolas (Foto: EveryStockPhoto)

 Durante o período da paralisação, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo orientou que as escolas utilizassem professores substitutos no caso de ausência dos titulares, encerrando a greve com um total de 95% de comparecimento dos docentes, segundo material divulgado em junho.

 Apenas os alunos que ainda assim foram prejudicados é que deveriam comparecer às aulas repositórias. O cronograma de reposições é de responsabilidade da escola, mas deveria ser feito em conjunto com os alunos, responsáveis e com a comunidade escolar, além de passar por um Conselho que envolve supervisores de ensino e dirigentes regionais.

 Foi decidido, portanto, que no mês de julho (que normalmente é o mês das férias)  aconteceriam as reposições, porém na maior parte das escolas os alunos não compareceram. A estudante da E. E. Christino Cabral, Geovana A. A. Gonçalves, acredita que um dos motivos dessa ausência foi a maneira como as reposições foram comunicadas: “Foi uma coisa muito vaga.  Eles distribuíram bilhetes no último dia de aula que, por sinal, foi na Festa Junina da escola, então muitos alunos não ficaram sabendo ou não receberam o bilhete do comunicado, inclusive eu fui uma delas que não soube’’. Além disso, a aluna reconheceu também problemas em relação ao transporte devido aos horários de férias dos ônibus e a própria falta de interesse de alguns alunos.

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Para Geovana, a exploração das aulas fora da classe, como o uso da sala de informática, seria um incentivo que poderia aumentar a presença dos alunos no período de reposição. (Foto: Amanda Casagrande)

 Adriana F. R. Calheiros, mãe de um aluno da E. E. Mercedes Paz Bueno e orientadora educacional, é contra esse método: “Se fosse uma readequação de calendário onde tivesse a obrigatoriedade de professor e alunos a cumprir o calendário até entenderia, mas reposição entendo que é mais uma obrigatoriedade do professor pra fechar o ano letivo com o número de aulas que são obrigados a dar do que necessariamente a presença do aluno em sala pro ensino e aprendizagem desse.” Ela ainda acrescentou que não houve participação dos pais na escolha das datas ou de como essas reposições aconteceriam.

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