A arte de encenar: Meia Dose de Nada

A temporada da peça “Meia dose de Nada” traz a inovação e o teatro contemporâneo para Bauru

Juliana Gonzalez

Nos dias 31 de julho e 01 de agosto, Bauru recebeu a peça “Meia Dose de Nada”, dirigida por Fábio Valério e Lidiane Marques, no Espaço Protótipo – cantinho reservado para a cultura e a arte, onde desenvolvem-se projetos, principalmente experimentais, e treinamentos técnicos para atores. A peça teve a classificação etária para maiores de 16 anos, sendo R$ 14 a entrada inteira e R$ 7 a meia.

Encenada por atores da Casa de Cultura Celina Neves, a apresentação foi livremente inspirada nos contos de Caio Fernando Abreu, do livro “Morangos Mofados”. Com a proposta de cenas contemporâneas, a peça teve sua estreia em janeiro desse ano. Agora, volta em forma de temporada e sua última apresentação será no sábado, dia 8 de agosto, às 21h30, no Espaço Protótipo (Rua: Monsenhor Claro, 2-57, Centro).

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Meia Dose de Nada terá última apresentação dia 8 de agosto. (Foto: Juliana Gonzalez)

Segundo Fábio Valério, diretor da peça, o processo criativo foi desenvolvido da seguinte forma: “Deixei os atores livres para terem sua própria interpretação dos contos, dos personagens, formando cenas que eles achavam interessantes. Eu pegava o que eles criavam e ia organizando, criando essa dramaturgia de imagens. Os atores não são os pincéis, são a tinta também”.

A construção da peça se deu pelo desenvolvimento dos contos, criando imagens e fragmentos que foram se unindo a experimentos cênicos. De acordo com Fabio, existem inúmeras formas de se montar uma peça de teatro: “Mas nós aqui do Espaço Protótipo trabalhamos com o imaginário do ator, usando a imagem sensorial, construímos uma releitura”. A obra tomava forma e independência. A Atriz Andressa Cisneiro conta como foi importante esse projeto para a sua formação: “É maravilhoso fazer parte, escolher o que a gente vai fazer, poder mudar, acrescentar coisas. A gente teve uma liberdade para criar e eu me sinto parte da peça”.

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A montagem da peça foi idealizada, também, pelos atores. (Foto: Juliana Gonzalez)

O grupo trabalha também com a ideia de que o público não pode ser um mero espectador, ele tem que se inserir e experienciar as sensações da obra, além das visuais e das auditivas. “Colocar o espectador numa zona de insegurança para que ele também sinta”, conta Fabio. Assim, os atores estabelecem uma relação, interagem, conversam, utilizam-se de artifícios como a criação de atmosferas sensoriais que envolvem todos os presentes.

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As relações humanas foram a temática principal da apresentação. (Foto: Juliana Gonzalez)

Sobre a temática, o diretor afirma que, com certeza, o cerne está nas relações humanas. As cenas foram trabalhadas a partir de imagens e situações cotidianas, que conduziam a reflexões profundas acerca dos sentimentos e das relações humanas. “Foi uma coisa bem diferente de tudo o que eu tinha feito. Essa peça trabalha com ideias muito difíceis de se passar, sabe?”, diz Andressa. “Pintando nossas inseguranças, angústias, expondo toda a nossa vulnerabilidade diante da vida e dos relacionamentos”, finaliza.

Confira as imagens do evento:

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