Bauru registra novos casos de Leishmaniose Visceral

A doença é transmitida pelo mosquito palha e tem animais domésticos como hospedeiros

Nathalia Cunha

  A cidade de Bauru já registrou dois casos de leishmaniose visceral americana somente no primeiro semestre de 2015. E  a Secretaria Municipal de Saúde confirmou na última  terça-feira (14/07 ) novo caso da doença. A vítima é um menino de 1 ano de idade, morador do Parque Jaraguá.  Os outros bairros em que  casos da doença também foram confirmados são: Pousada da Esperança II e  Jardim Vitória. Mas até agora não houve nenhum óbito.

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A infecção pode provocar sintomas como febre, fraqueza, perda de apetite, entre outros. ( Foto: Banco de Imagens)

  A Leishmaniose Visceral Americana é uma doença transmitida através da picada de um mosquito palha infectado, e animais domésticos podem ser hospedeiros da doença.  Em Bauru, a primeira ocorrência de infecção canina ocorreu em  2002, e as infecções humanas começaram em 2003 com 14 pessoas infectadas e dois óbitos.  Desde então, todos os anos há  registros de casos  da doença.

  De acordo com a diretora de Divisão da Vigilância Epidemiológica de Bauru, Dra. Cristiane Rosevelte e Silva, “o  cão doméstico pode ser um hospedeiro, o que facilita a disseminação da doença. Mas a  prevenção é simples e pode ser feita através de uma dedetização das casas ,  do uso frequente de repelentes e  telas protetoras como  mosquiteiros”.

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A doença pode matar em 90% dos casos sem tratamento. ( Foto: AUN- USP)

  Ainda segundo ela outras medidas também são de extrema importância para reduzir a proliferação  do mosquito vetor da doença, como:  “manejo ambiental, através da limpeza de quintais, terrenos e praças públicas, limpeza urbana, eliminação dos resíduos sólidos orgânicos e destino adequado dos mesmos, eliminação de fonte de umidade, não permanência de animais domésticos dentro de casa, entre outras”.

  Já em relação às medidas de ação direta contra a doença,  Dra Cristiane evidenciou que  “sempre que há um caso confirmado de leishmaniose, uma equipe realiza atividades de bloqueio na região, ou seja, verifica se há outras pessoas com sintomas ou cães suspeitos, além de orientar em relação à presença de lixo orgânico, por ser local de preferência para procriação do mosquito palha.”

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