Comissão investiga mortes de gatos no Campus da Unesp

Formada por docentes e técnicos administrativos, a comissão tem a função de apurar as condições da morte e a motivação do crime

Talita Bombarde

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Movimentos pró animais tentam encontrar o(s) suspeitos(s) dos crimes. (Foto: Talita Bombarde)

A administração do Campus da UNESP de Bauru criou uma comissão – formada por membros da comunidade acadêmica-  para apurar as circunstâncias das mortes dos gatos dentro da universidade.

Desde o final do ano passado, nove gatos mortos foram encontrados nas dependências da Unesp, indicando uma possível matança desses animais. Havia sinais de crueldade como ossos quebrados e vísceras expostas. O professor José Alfredo Colovan Ulson, do curso de Engenharia Elétrica, disse que “ já no inicio de dezembro foram encontrados quatro gatos mortos”. A maioria estava próxima a marcenaria do Campus e alguns dos felinos eram filhotes.

O caso foi descoberto durante a rotina de cuidados desse animais realizada por um grupo de voluntários do qual o docente faz parte. Essa atuação ocorre aproximadamente há dez anos em todos os espaços da universidade, e de acordo com José Alfredo, o dinheiro para esses cuidados vem de recursos dos voluntários. Nenhuma ONG atua diretamente dentro do campus.

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Os animais já fazem parte do cenário do Campus. (Foto: Talita Bombarde)

O professor conta que “historicamente, a administração do campus não tem uma atuação forte no sentido da causa animal mas, em particular essa gestão tem colaborado dentro da possibilidade no sentindo de controlar e ajudar as pessoas que estão tentando controlar a quantidade de animais no campus”. A Prof. Dagmar Ap. Cynthia França Hunger, presidente do Grupo Administrativo do Campus (GAC) comunicou por e-mail que o movimento tem o apoio da presidência local, por saber que eles promovem o bem- estar desse e de outros animais na universidade.

Ainda segundo o docente José Alfredo, o ato do dia 19 de fevereiro “teve o objetivo de alertar as pessoas e a comunidade em geral do que vem acontecendo aqui e da causa animal que é importante”. Desde o protesto, não há relatos de mais gatos mortos. Por fim, ele também informa que não há suspeitos e que a prefeitura de Bauru não se manifestou sobre o caso, mas a Polícia Civil está investigando o crime.

Já a respeito dos alunos, os mesmos estão sabendo pouco sobre o assunto. Maraiza de Lima Silva, estudante de Sistemas de Informação comenta que foi informada por meio dos cartazes e “as pessoas que viram os cartazes ficaram chocadas também. Assim como eu, elas não esperavam este tipo de notícia na Unesp”. Ela conta que a presença dos gatos não a incomoda: “sei que eles estão em vários locais do campus sempre calmos e nunca incomodando ou machucando alguém, nunca vi nenhum caso, pelo menos”, aponta a universitária.

O aluno de Design Gráfico Thiago Lopes também soube do caso superficialmente e pensa que “se isso era realmente necessário, se havia algum tipo de doença sendo transmitida dentro da faculdade, por exemplo – e mesmo se fosse o caso – acho que eles deveriam ser recolhidos e tratados da maneira correta”, comenta.

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