Especial intercâmbio: fazendo as malas

Conheça os tipos de viagens de acordo com objetivos e idades

Thainá Zanfolin

Fazer uma viagem de intercâmbio, além de ajudar a aperfeiçoar outro idioma, oferece a oportunidade de conhecer outras culturas, formas de trabalho e estudo. Além de ser uma experiência enriquecedora no âmbito pessoal, ter no currículo um nome de uma escola, empresa ou universidade de outro país aumenta as chances do candidato conseguir um emprego.

Antes de fazer um intercâmbio, a pessoa interessada deve pesquisar muito sobre o país de destino, possíveis custos e formas de realizar a viagem. Ela deve ter em mente quais são seus objetivos, para onde pretende ir e por quanto tempo. É importante também saber o que é responsabilidade sua e da agência escolhida.

Os principais tipos de acomodações são casas de família, alojamentos estudantis ou apartamentos ou quartos alugados. Créditos: NAWA

Os principais tipos de acomodações são casas de família, alojamentos estudantis, apartamentos ou quartos alugados. (Créditos: Nawa)

Como pode ser feito?

O intercâmbio pode ser feito, essencialmente, de duas formas: por agências de intercâmbio ou por programas do governo. Existem também os intercâmbios feitos a partir das instituições de ensino que tenham vínculos com universidades fora do país.

O Ciência Sem Fronteiras (Csf) é um exemplo de intercâmbio financiado pelo governo. Nesse caso, há prioridades em algumas áreas de estudo que o programa abrange, sendo elas as de Ciências, Exatas e Tecnologia, mas também há cursos de outras áreas que podem participar. Auxílios, informações e regras podem ser encontrados no site do programa.

Marcella Gadotti é estudante de Design da UNESP de Bauru e está fazendo intercâmbio pelo Ciência Sem Fronteiras no modo “graduação sanduíche”. Esse formato inclui a grade horária da universidade estrangeira na grade da instituição brasileira na qual o aluno está matriculado. “Escolhi o Canadá pelo bom nível de educação e ensino, e também por ser um lugar onde eu poderia encontrar boas universidades, além de boa qualidade de vida”, afirma.

Passo a passo

O primeiro passo quando o aluno pretende fazer um intercâmbio é ter em mente quais são seus objetivos, quanto tempo e dinheiro dispõe e se será por agência ou não. Dependendo dessas escolhas, é hora de decidir o programa ideal e realizar toda a burocracia necessária.

Documentação

No caso do Ciência Sem Fronteiras, todos os documentos são de responsabilidade do aluno. É importante lembrar que toda a burocracia deve ser acompanhada pela agência, se for o caso, a qual deve dar todo o suporte em caso de problemas. É também recomendado que o estudante faça um seguro saúde para a viagem.

A documentação necessária para uma viagem ao exterior é o passaporte e um visto de entrada no país de escolha. O passaporte pode ser emitido na Polícia Federal e todas as informações podem ser encontradas no site. O visto e a duração do mesmo dependem de cada localidade. Para requerer, é preciso entrar em contato com o consulado do país e marcar a entrevista. Cada consulado oferece as informações e documentos necessários no seu site.

Passagens

A responsabilidade da compra das passagens deve ser decidida entre a agência e o interessado. No caso do Csf, as passagens também fazem parte dos benefícios oferecidos, assim como o seguro de saúde. Marcella explica que, devido ao número de inscritos, essa questão é um pouco mais complicada nesse programa. “As orientações são encaminhadas para os estudantes em etapas, nas quais cada órgão responsável nos orienta conforme o cronograma. A maior parte da burocracia consiste mais em recolher os documentos que precisam ser traduzidos ou que demoram a serem emitidos. A minha maior dificuldade foi a demora na emissão do visto canadense”, conta.

Tipos de intercâmbio

Há uma grande variedade nos tipos de intercâmbio, dependendo dos objetivos de cada pessoa. Essa variedade é maior nas agências especializadas. No caso dos alunos de graduação, há a possibilidade de escolher a “graduação sanduíche”. Para cada programa, é recomendado um tipo de acomodação, de acordo com a nova rotina do estudante.

Para estudar: STB, a CI e a Education First são algumas das agências que oferecem os principais tipos de intercâmbio, como o curso de idioma, high school e de férias. Mais informações podem ser encontradas em seus respectivos sites.

Curso de idioma: O estudante fica por um período de tempo no país fazendo o curso de idioma em alguma escola especializada. Essa escolha abrange todas as idades e níveis de idioma.

Intercâmbio de férias: Voltado para o público adolescente, ele é realizado durante as férias escolares. Os alunos estudam meio período e no outro realizam atividades culturais

High School: Também para adolescentes, o estudante realiza o ensino médio nas escolas do país de escolha, compondo o currículo escolar brasileiro. O estudante deve ter pelo menos nível intermediário da língua e conseguir notas acima da média.

Estudo e trabalho: Indicado para idades entre 18 e 30 anos, é necessário nível intermediário da língua. O estudante estuda em um período (cursos ou universidades) e trabalha em outro.

Para trabalhar: Além de poder unir o trabalho aos estudos, existem várias opções, como, por exemplo, trabalhar de babá em uma casa de família e estudar (normalmente é restrito à mulheres), trabalhar em uma empresa dentro de sua área de formação e atuação, realizar trabalho voluntário, entre outras opções.

Sobre trabalho voluntário, é possível citar a AIESEC, associação presente em muitas universidades brasileiras que promove o intercâmbio entre alunos de diversos países. Ao ir para o exterior, o aluno tem como responsabilidade realizar um trabalho voluntário para alguma instituição. No site da organização, é possível encontrar os tipos de intercâmbio existentes e quais são os benefícios, recomendações e obrigações para cada programa.

Além dos programas já citados, há também intercâmbios menores, com duração de apenas algumas semanas. Eles são recomendados para pessoas que não querem sair do emprego ou atrapalhar os estudos em seu país de origem. O intercâmbio para trabalhar na Disney durante as férias universitárias do Brasil, por exemplo, é muito procurado. Ele pode ser realizado por diversas agências, que detalham as informações nos sites.

No momento da viagem, o aluno pode experimentar uma confusão de sentimentos, mas ele não pode se deixar abater. Marcella conta que o seu maior medo era a diferença do clima em relação ao Brasil. “Mas, em questão da experiência acadêmica, o medo é não atingir os resultados esperados pela universidade daqui, não só pelo fator idioma, mas também pelo perfil de ensino da universidade, que normalmente é mais intenso. Mas, é gratificante encontrar pessoas de lugares diferentes e vivenciar novos modelos de ensino”, conclui.

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