Abertas as inscrições para o Prêmio Jovem Cientista

Em sua 28ª edição, prêmio procura inovações no setor de alimentos 

Bruna Hirano

O Prêmio Jovem Cientista está com as inscrições abertas até o dia 19 de dezembro. O tema deste ano é Segurança Alimentar e Nutricional e foi proposto com a intenção de impulsionar os candidatos a buscar soluções para diversos problemas que afetam o setor de alimentos. Os subtemas do prêmio são desnutrição e obesidade da população, formas de produzir alimentos sem degradar o ambiente, acesso a alimentos saudáveis para todos, novas tecnologias para produção de alimentos saudáveis e funcionais da biodiversidade brasileira e inovação em política de segurança alimentar para a merenda escolar. Essas são algumas opções de abordagem entre as onze linhas de pesquisas para mestres, doutores e estudantes de ensino superior e cinco subtemas para estudantes do ensino médio.

Divulgação do Prêmio Jovem Cientista

(Créditos: Divulgação/Prêmio Jovem Cientista)

O prêmio 

O Prêmio Jovem Cientista foi instituído em 1981 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e, desde então, acompanha a trajetória acadêmica e profissional de todos os seus vencedores. As gratificações vão desde bolsas de estudos do CNPq até valores em dinheiro e computadores. Os prêmios para os primeiros lugares são R$35 mil na categoria mestre e doutor, R$18 mil para a categoria estudante do ensino superior e um Macbook Pro 13″ para a categoria estudante do ensino médio.

Ganhadores das edições anteriores

Gustavo Meirelles Lima é o ganhador da edição de 2013 do prêmio, cujo tema foi “Água – Desafios da Sociedade”. O que o motivou a participar foi a sua formação em Engenharia Hídrica e a linha de pesquisa desenvolvida em seu mestrado, que contemplava uma das categorias.

O projeto foi sobre a geração de energia em sistemas de abastecimento de água. “Alguns dos sistemas são favorecidos por sua topografia e praticamente não consomem energia para produzir e distribuir água. Entretanto, muitos deles sofrem com problemas de alta pressão na rede, o que gera um maior volume de vazamentos e uma frequência maior de rompimentos das tubulações. Nossa ideia foi aproveitar esse excesso de pressão para gerar energia, além de controlar a pressão na rede, gerando um duplo benefício. Para isso, utilizamos bombas funcionando em reverso como turbina para reduzir o custo do projeto, realizando o estudo de três sistemas diferentes, o que permitiu a grande viabilidade econômica. Também fizemos ensaios em laboratório para comprovar a viabilidade técnica”, explica o ganhador.

Inscrições terminam em dezembro (Foto: Divulgação)

As inscrições para o prêmio terminam em 19 dezembro. (Créditos: Divulgação)

A principal dica de Gustavo para quem quer participar da edição deste ano é que o candidato se dedique a fazer algo que goste. Com isso, segundo ele, o resto é apenas uma consequência. “Os frutos do trabalho serão colhidos na frente, talvez não no Prêmio Jovem Cientista, mas no mercado de trabalho ou em outras premiações. Acho que o fundamental é não subestimar seu trabalho. Toda pesquisa é relevante de alguma forma”, explica.

Outra dica importante vem do vencedor do ano de 2012, Rodrigo Gonçalves Dias. Naquele ano, o tema era “Inovação Tecnológica nos Esportes”. O vencedor afirma que é preciso se dedicar, ser honesto e transparente em todos os sentidos. “No momento certo para se alcançar o sucesso, o universo irá conspirar a favor. A todo o momento, quando estiver se preparando para se inscrever no PJC, tenha sempre em mente que o vencedor não necessariamente será você e deseje que o prêmio seja realmente dado àquele que mais o merecer”, orienta.

Rodrigo venceu com o trabalho intitulado “Avanços em Genômica para o Esporte”, que tentava compreender as interações entre o genoma humano e o exercício físico. “Nessa fase da evolução científica e tecnológica que nos encontramos, é relativamente fácil ‘ler’ a velocidade com que um gene se expressa no organismo quando fazemos exercícios físicos e, até mesmo, ler o código de um gene para entendermos como determinadas mutações na sequência de letras do DNA podem influenciar a performance no esporte”, explica. “No entanto, vale ressaltar que ler é fácil, porém, a interpretação é complexa. Além de o volume de informação ser extremamente alto [são mais de 25 mil genes para serem investigados], mensurar a participação de cada um deles no ganho de performance é extremamente intrincado, mas não impossível”, conclui o vencedor.

Para mais informações sobre o Prêmio Jovem Cientista, acesse o site oficial. Confira abaixo a campanha oficial do concurso:

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