Resenha: “Rio, Eu te Amo” traz histórias de amor no enredo

Produção, que é parte do projeto Cities of Love, é composta de 10 curtas encenados na cidade maravilhosa

Guilherme Sette

O projeto Cities of Love chegou ao Brasil com “Rio, Eu te Amo”. A produção conta com os diretores Carlos Saldanha, Fernando Meirelles e José Padilha, além de outros oito de seis nacionalidades diferentes. O projeto, que já produziu filmes como “Paris, je t’aime” e “New York, I Love You”, consiste em convidar diretores conceituados, do país ou estrangeiros, para expressarem seu amor pelas cidades onde os filmes são situados.

“Rio, Eu te Amo” é uma junção de curtas-metragens que pouco têm em comum, a não ser os raros momentos em que há pequenas interações de personagens de histórias diferentes que, claro, são ambientadas no Rio de Janeiro.

Cartaz do filme. (Foto: divulgação)

O cartaz do filme. (Créditos: Divulgação/”Rio, Eu te Amo”)

A história que mais chama atenção é a de Fernanda Montenegro, que interpreta uma idosa que tenta manter o otimismo apesar de morar na rua e ter sido abandonada pela família, assim como o ator Roberto Benigni, que um dia tentou fazer da Segunda Guerra Mundial uma brincadeira para seu filho em “A Vida é Bela”.

O elenco é recheado de estrelas como Wagner Moura, Cláudia Abreu e Marcelo Cerrado. Outros atores “globais” que ganharam a fama recentemente e atores estrangeiros também estão na produção.

Na cena com Wagner Moura, uma bela direção mostra ângulos estonteantes da cidade maravilhosa, recurso que frequentemente serve de plano de fundo para as ações das personagens. Podemos ver histórias tomando forma na encosta do Pão de Açúcar, no calçadão de Copacabana, no centro da cidade e, como na cena de Moura, em volta do Corcovado e do Cristo Redentor. Outro acerto está na trilha sonora, repleta de clássicos da música popular brasileira associados ao Rio de Janeiro.

Fernanda Montenegro interpreta uma moradora de rua no filme. (Foto: Reprodução)

Fernanda Montenegro interpreta uma moradora de rua no filme. (Créditos: Reprodução/”Rio, Eu te Amo”)

Contudo, a técnica de cortar alguns “curtas” em cenas avulsas que são editadas de maneira intercalada com outros enredos não funcionou bem. Alguns personagens são esquecidos pelo espectador nessa edição, que causa certa confusão e quebra a fluência das histórias, diminuindo seus impactos e desencorajando a reflexão sobre o acorrido. Algumas partes do roteiro, como a do vampiro interpretado por Tonico Pereira, não apresentam uma conclusão.

“Rio, Eu te Amo” é um filme interessante, que traz momentos inspiradores e genuinamente reflexivos, embalados por uma belíssima direção de arte e por uma trilha sonora cativante. A edição deixa algumas cenas confusas e incompletas, mas não impede que a obra seja classificada como uma boa produção “meio-brasileira”.

Se interessou? Você pode conferir o trailer do filme aqui.

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