Com mais de três décadas de existência, Festival de Dança de Joinville impressiona São Paulo

Versão compacta do evento ganhou os palcos paulistanos no último mês e promete desembarcar em outras regiões do país

Yuri Ferreira

Citado no Guiness Book como o maior festival de dança do mundo desde 2005, o Festival de Dança de Joinville, em sua 32ª edição, começou no dia 23 de julho e terminou no último dia 2 de agosto. Realizado anualmente em sua cidade base, Joinville, em Santa Catarina, os organizadores do evento estão trabalhando na expansão do projeto, visando alcançar as demais regiões do país.

Desde a sua primeira edição, o Festival promove a dança como expressão artística e contribui para a mistura de estilos de dança e o desenvolvimento regional. Por meio dele, escolas de dança e teatro foram instaladas na cidade catarinense e a prática da dança passou a ser mais valorizada.

presentação da Escola Governador Pedro Ivo Campos de Joinville, uma das campeãs da mostra competitiva. (Foto: Germano Rorato/Agência RBS)

Apresentação da Escola Governador Pedro Ivo Campos de Joinville, uma das campeãs da mostra competitiva. (Foto: Germano Rorato/Agência RBS)

Passado x Presente

Idealizado no começo dos anos 1980 pelo professor de balé Carlos Tafur e pela artista plástica Albertina Tuma, o Festival tinha duração de seis dias e contava com apenas quatro modalidades de disputa: balé clássico, balé neoclássico, jazz e danças folclóricas. Trinta anos depois, são 11 dias de festa, sendo nove noites competitivas, com a adição das categorias dança contemporânea, danças urbanas e sapateado.

Além da Mostra Competitiva, ainda integram a programação do Festival eventos como a Noite de Abertura, a Noite de Gala, o Festival Meia Ponta, no qual bailarinos entre 10 e 12 anos competem, e a Mostra Estímulo. Esta, uma das novidades desta edição, consiste na apresentação em caráter não competitivo de espetáculos montados por grupos amadores que se destacaram em competições anteriores.

Um grande espetáculo

Ao longo de 30 anos, o Festival de Dança ganhou proporções gigantescas. Com o intuito de conseguir maior visibilidade nas competições, os grupos montam verdadeiros shows de rock e peças da Broadway, com direito a cenário de sala de aula e figurinos glamourosos de drag queens. “Os grupos percebem que uma montagem não é só técnica e coreografia, envolve cenografia, iluminação, o conjunto todo”, afirmou a coreógrafa Taís Vieira, da curadoria artística do festival, para o jornal Folha de S. Paulo.

Apresentação da Cia. Brasileira de Danças Clássicas fez parte da mostra não competitiva Estímulo, novidade desta edição. (Foto: Thomas Kolisch Jr.)

Apresentação da Cia. Brasileira de Danças Clássicas fez parte da mostra não competitiva Estímulo, novidade desta edição. (Foto: Thomas Kolisch Jr.)

O status de maior festival de dança do mundo também não é por acaso: em seu ano de estreia, 660 inscrições de bailarinos e grupos de dança foram feitas. Hoje, são mais de seis mil participantes inscritos e um público que supera 200 mil pessoas, que comparecem para apreciar as mostras e participar de cursos e oficinas oferecidas pela organização.

Eletrizante

Lançado durante o Festival, em parceria com o Itaú cultural, o programa Curto Circuito tem como objetivo levar o evento para outras regiões do país e estimular a formação de novos artistas. Por meio de residências, os profissionais relacionados ao Festival irão para cinco outras cidades trabalhar com grupos de dança locais.

Apresentação do grupo Maniacs Crew, uma reinvenção hip hop do clássico "O Quebra Nozes". (Foto: Pena Filho)

Apresentação do grupo Maniacs Crew, uma reinvenção hip-hop do clássico “O Quebra Nozes”. (Foto: Pena Filho)

Nos dias 15 e 16, a capital paulista recebeu uma versão compacta do Festival. No palco do Auditório Ibirapuera, 19 coreografias vencedoras foram apresentadas na sexta e, no sábado, dois espetáculos da mostra Estímulo. O destaque ficou por conta do grupo Maniacs Crew, que apresentou uma versão hip-hop do clássico “O Quebra Nozes”. A produção já havia impressionado o público em Joinville, o que rendeu ao grupo a premiação.

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