“Minerazo” adia sonho do hexa

Em jogo histórico, o Brasil foi humilhado pela Alemanha e agora disputa o terceiro lugar

Bruna Moura

Era um dos duelos mais esperados da Copa. Brasil x Alemanha, 8 títulos mundiais, a reedição da final da Copa de 2002.

Antes do jogo: hino à capela e homenagem a Neymar. (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)

Antes do jogo: hino à capela e homenagem a Neymar. (Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM)

Com Neymar machucado e o capitão Thiago Silva suspenso, Dante e Bernard ganharam uma chance no time titular junto a Luiz Gustavo, que voltava de suspensão, já a braçadeira ficou com David Luiz. Com a alteração, Felipão não mexeu no esquema de jogo brasileiro, apenas substituiu um atacante por outro. A Alemanha repetiu a escalação da partida contra a França, com Lahm na lateral e Klose no ataque.

A torcida brasileira cantou, vaiou, gritou Olé e aplaudiu a seleção alemã. Mas o choro se sobressaiu nesse tarde no Mineirão. (Foto: Eduardo Nicolau/ Agência Estado)

A torcida brasileira cantou, vaiou, gritou Olé e aplaudiu a seleção alemã. Mas o choro se sobressaiu nesse tarde no Mineirão. (Foto: Eduardo Nicolau/Agência Estado)

O Brasil até que começou bem, mas os alemães, que vinham recebendo críticas por atuarem abaixo do esperado, trataram de mostrar tudo o que sabiam nesse jogo. Adotaram a tática brasileira: marcar a saída de bola. Aos 11 minutos, em cobrança de escanteio, a defesa falhou, a bola passou por todos e Muller livre abriu o placar. A seleção brasileira sentiu o gol e sofreu um verdadeiro blecaute: o meio campo apagado perdia as bolas, criava pouco e comprometia a desentrosada defesa. A Alemanha chegou ao segundo gol com facilidade, Fernandinho deu um bote errado e a bola chegou a Kroos, melhor jogador da partida, que tocou para Klose. No primeiro lance, Júlio defendeu, mas no rebote do goleiro o centroavante não perdoou. A torcida brasileira parecia não acreditar, e lágrimas já começavam a escorrer nos rostos dos torcedores. Mas a Alemanha tinha mais: Lahm cruzou da direita e a bola chegou para Kroos marcar o terceiro. A Fifa ainda estava creditando o gol de Kroos quando o próprio, um minuto depois, roubou a bola de Fernandinho e tabelou com Khedira para marcar o quarto. A defesa brasileira, não sabendo como agir, acabava dando mais espaços e batendo cabeças. Em outra roubada de bola no meio campo, David Luiz e Luiz Gustavo, afobados, acabaram se trombando e a bola chegou para Khedira tabelar com Ozil e marcar o quinto aos 28’. Em 6 minutos a seleção levou 4 gols.

A brazuca balançou as redes brasileira 7 vezes no jogo. (Foto: Robert Cainflone/ Getty Images)

A brazuca balançou as redes brasileira 7 vezes no jogo. (Foto: Robert Cainflone/Getty Images)

Felipão só mexeu no time na volta do intervalo. Tentando resolver o problema do meio campo e também evitar que o Brasil tomasse mais gols, entraram Paulinho e Ramires no lugar de Hulk e Fernandinho. Já Löw poupou Hummels e promoveu a entrada de Mertesacker. A Alemanha diminuiu o ritmo e o Brasil melhorou, Neuer fez duas belas defesas em chutes de Paulinho, mas a pressão brasileira durou pouco. Em ritmo de treino, Schurrle, que entrou no lugar de Klose, recebeu a bola no meio dos jogadores brasileiros e marcou o sexto. Aos 33’, o mesmo decretou o placar ao fazer o sétimo e o mais bonito da partida. Oscar descontou em um belo gol para o Brasil, final Brasil 1×7 Alemanha.

Destaques, artilharias e esquemas táticos 

A Alemanha é a seleção que possui o melhor elenco e um fortíssimo meio de campo formado por Schweinsteiger, Kroos, Khedira e Ozil. Nas outas partidas disputadas pelo Brasil, era visível que os jogadores de meio estavam deixando a desejar. Com a entrada do Bernard, o Brasil continuou jogando com 3 atacantes, apenas Oscar de criação, dando espaços nessa área do campo. Quando Felipão tentou corrigir o erro inicial com a entrada de Paulinho e Ramires, compactando o meio, era tarde o jogo já estava 5×0.

Klose  supera Ronaldo e se torna o maior artilheiro de Copas, fora o baile. (Foto: Getty Images)

Klose supera Ronaldo e se torna o maior artilheiro de Copas. (Foto: Getty Images)

Já Klose tem mais de um motivo pra comemorar: além da vitória, o atacante marcou seu 16º gol em Copas do Mundo, ultrapassando Ronaldo Fenômeno e se tornando o maior artilheiro de Copas. Muller também merece destaque: já são 10 gols em Copas e apenas 24 anos, o alemão tem tudo para superar a marca de seu compatriota. Os alemães agora esperam o resultado do confronto entre Argentina e Holanda para saber quem vão enfrentar na grande final de domingo no Maracanã.

Já o Brasil, após o maior vexame de sua história, disputa o terceiro lugar no sábado em Brasília, ainda assombrado pelo fantasma do “Minerazo”.

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